Sábado percebi que pouco entendo de futebol. Quando na entrevista coletiva Muricy Ramalho disse: " tem gente com certeza que ficou me chamando de retranqueiro, quando tirei um atacante e pus um zagueiro", a carapuça me serviu. O técnico santista mostrou que conhece futebol e com uma alteração aparentemente defensiva colocou o Alvinegro para cima São Paulo.
O jogo começou equilibrado. As duas equipes começaram a partida marcando o adversário no campo de ataque. Foi assim que nos primeiros minutos Neymar colocou uma bola na trave de Rogério Ceni e Marlos levou perigo em bola desviada por Durval. Mas a partir dos 20 minutos o São Paulo passou a dominar a partida. E por dois motivos principais: a velocidade do meio campo/ataque e a dobra que faziam com Ilsinho e Jean tentassem jogar nas costas do lateral Léo. O tricolor criou, pelo menos, 3 chances claras de gol. O Santos ficou acuado. Jogava na base do chutão e se encolheu na defesa. Mas como Muricy mesmo declarou: " ...hoje consegui trabalhar bem no vestiário...".
Primeiro, acalmou o time. Depois fez uma alteração que o DNA santista não está acostumado: substituir um atacante por um zagueiro. E o jogo que estava muito bom para o São Paulo, voltou a ficar equilibrado. O peixe que tem jogado num 4-4-2 formando o losango no meio (com Arouca e Ganso centralizados; Elano e Danilo nas laterais) passou a jogar num 3-4-2-1 com os laterais e os volantes formando uma linha a frente dos 3 zagueiros, com Elano e PH Ganso mais avançados, encostando em Neymar. O Santos aumentou o número de jogadores no meio, dificultou a movimentação rápida dos meias são-paulinos e aumentou o tempo de posse de bola do alvinegro. E o Santos com posse de bola e com os jogadores que tem, cria oportunidades. Em passe de Neymar, Ganso dividiu com Alex Silva, foi ao fundo e cruzou na cabeça de Elano. 1 a 0 Santos, aos 15 minutos do segundo tempo. Carpegiani mexeu no time para tentar reequilibrar o jogo: tirou Casemiro e Marlos; entrou Fernandão e Rivaldo. Mas aos 27, o Santos ampliou a vantagem. Em belo lançamento de Ganso, Neymar ganhou na corrida de Xandão e Alex Silva, invadiu a área e esperou o companheiro invadir a área para tocar de lado. Gol de Ganso, 2 a 0 Santos.
O jogo ainda teve uma chance para cada lado: Miranda em bola afastada por Bruno Aguiar para o São Paulo e Neymar chutou por cima do gol de Rogério Ceni. Mas o finalista já estava definido: o Santos é finalista do Campeonato Paulista pelo terceiro ano consecutivo.

QUAL SERIA O PONTO FRACO?
Logo após eliminar a Portuguesa nas quartas de final, o goleiro Rogério Ceni declarou que sabia o ponto fraco do Santos e que eles iriam explorá-lo. Pela maneira como a equipe tricolor se apresentou, principalmente no primeiro tempo, ficou claro que o ponto fraco seria o lado esquerdo da defesa santista. A idade avançada de Léo, que foi substituído por cansaço no segundo tempo, foi explorada pelo São Paulo na base da velocidade de Jean e Ilsinho.
Tanto que na segunda etapa, com a entrada de Bruno Aguiar formando uma linha de três zagueiros e o avanço de Léo a ala, o São Paulo passou a atacar pelo lado direito da defesa santista.
TIME PARA DECISÃO NO MÉXICO.
Com a contusão de Elano, Muricy será obrigado a mexer no time considerado titular. Vejo duas escalações prováveis: uma com a entrada do volante Adriano, mantendo o 4-4-2 com losango no meio, deslocando Arouca para o lado direito e Adriano a frente dos zagueiros ou a entrada do zagueiro Bruno Aguiar, formando o mesmo 3-4-2-1 do segundo tempo contra o São Paulo, mas com Zé Eduardo no ataque e Neymar e Ganso como meias avançados.

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