Passados os primeiros 90 minutos da final da Copa do Brasil, podemos afirmar que o Santos está mais próximo de levantar a taça pela primeira vez em sua história. Em um jogo de ataque contra defesa, o alvinegro praiano venceu o Vitória por 2 a 0 e leva uma vantagem considerável para a segunda partida no Barradão. Mas vamos ao jogo...
O Vitória entrou na partida para se defender, num 4-3-2-1, com Elkeson jogando como meia junto com Ramon, três volantes marcadores, Vanderson, Fernando e Neto Coruja. Com a contusão do lateral direito Rafael Cruz aos 17 minutos do jogo, Neto Coruja passou a jogar como lateral e Bida entrou no meio. Mas pouco importa o esquema tático: O Vitória entrou em campo para se defender.
Já o Santos entrou em campo para vencer a partida, pela maior quantidade de gols possível. E tudo pareceu se desenhar da melhor maneira quando aos 14 minutos, Pará fez belo cruzamento e Neymar, a lá Renato Gaúcho, de barriga, abriu o marcador. O Santos marcava no campo de defesa do Vitória não deixando espaços para os baianos. Até o final do primeiro tempo o Santos teve ainda duas excelentes chances de ampliar: a primeira com Robinho, em jogada de Alex Sandro e a segunda com André, depois de belo lançamento de Ganso e jogada de Neymar. Excelente atuação do time inteiro, com destaque para Pará, Arouca e Ganso.
Na volta do intervalo, debaixo de muita fumaça dos sinalizadores acessos pela torcida, a pressão alvinegra continuava forte. Até os 7 minutos foram quatro chances claras de gol: 1 com Neymar, 2 com Robinho e a melhor, ou pior, delas com Ganso. E os baianos só se defendiam. Aos 28 minutos, depois de bela jogada, Neymar sofreu pênalti cometido por Wallace. Na cobrança, com o veto da FIFA para a paradinha, Neymar optou pela cavadinha. O goleiro Lee pegou com facilidade. A reação do estádio foi inexperada. Achei que dariam apoio a Neymar , mas pelo contrário . Muitas vaias e palavras nada elogiosas era o que se escutava vindo das arquibancadas.
Logo em seguida Dorival Junior fez com que os torcedores esquecessem Neymar: tirou Robinho e Ganso para a entrada de Zé Eduardo e Marquinhos. A saída de Robinho a torcida entendeu, mas não perdoaram a retirada de Ganso. As vaias e o coro de burro duraram alguns minutos até que em falta sofrida por Zé Eduardo, Marquinhos fez o segundo gol do Santos. O peixe ainda perdeu duas chances com Zé Eduardo até o apito final de Leonardo Gaciba.
O resultado em si é bom. Em disputas que o gol fora de casa vale mais, uma vitória por 2 a 0 em casa é um resultado excelente. Mas pelas circunstâncias do jogo, foi pouco.
NEYMAR
Muito se discutiu a respeito da cobrança cavadinha de Neymar. A maioria recriminou o atleta. Mas caso ele convertesse o pênalti, estaríamos discutindo a genialidade do garoto, assim como aconteceu quando das paradinhas diante Rogério Ceni. Então acredito que assim: se você vibrou com gols em pênalti de paradinha ou cavadinha, não deve criticar Neymar. Agora se você acha uma palhaçada cobranças assim, aproveite a oportunidade e cornete a vontade.
sábado, 31 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
O que foi a Copa do Mundo de 2010!!!
Infelizmente terminou a Copa. Tentarei fazer um breve resumo do que aconteceu nesses 30 dias de Mundial. Mesmo porque, já recomeçou o Brasileirão, daqui a pouco Libertadores e Copa do Brasil e não encerremos esse assunto.
Não concordo com aqueles que disseram, durante a Copa, que esse poderia ser considerado o Mundial das zebras. Muito pelo contrário... A única zebra mesmo foi a Inglaterra, caindo nas oitavas e talvez Paraguai nas quartas. Antes que alguém pergunte, não considero o Uruguai zebra. Jogaram um excelente torneio, tiveram caminho facilitado pelas más campanhas de França e Inglaterra mas mereceram chegar as semifinais.
Vamos fazer uma retrospectiva rápida:
GRUPO A:
- ÁFRICA DO SUL: país anfitrião, não tinha time para ir mais longe. Surpreendeu na estréia a boa seleção mexicana, mas sucumbiu diante do Uruguai e mesmo com a vitória da desmantelada França acabou eliminada;
- MÉXICO: seleção que mais treinou antes do Mundial, tinha pretensões de ir mais longe. Sentiu a estréia contra os anfitriões, conseguindo apenas o empate, mas venceu com autoridade a França em jogo que expôs o "balaio de gatos" que os le bleus se encontravam. No jogo decisivo perdeu dos uruguaios, ficaram em 2ºlugar no grupo e reservaram passagem de volta para casa depois do confronto contra os argentinos nas oitavas;
- URUGUAI: Jogou uma partida de cada vez: não perdeu para França, matou o jogo contra os bafana-bafana no momento certo e venceu o México para fugir da Argentina. Jogou o necessário para vencer a Coréia do Sul nas oitavas, passou nos penaltis por Gana em jogo histórico, com defesa no último minuto e derrotas contra Holanda e Alemanha, onde tinha o pior time mas tentou o resultado positivo até o fim. Destaque para Forlan, eleito o melhor jogador da Copa, Luiz Suarez e Diego Lugano. Surpreendeu;
- FRANÇA: chegou desacreditada, principalmente depois do escandalo envolvendo 4 jogadores da seleção. O treinador foi muito questionado pela imprensa, torcedores e jogadores, culminando com o episódio da dispensa do atacante Anelka. Em campo, nada mostrou. Empate em jogo feio contra uruguaios, derrota contra México e África do Sul. Muito para mudar nos próximos 4 anos.
GRUPO B:
- ARGENTINA: Desembarcou na África do Sul entre as favoritas ao título. A cada jogo aumentavam as chances, com o ataque melhorando e Messi se soltando, apesar do fraco desempenho do sistema defensivo. Dentro de um grupo dos mais fracos, passou por Nigéria, Coréia do Sul e Grécia (nesse jogo com uma equipe mista) sem maiores dificuldades. Contra o México, passava sufoco quando abriu o placar em gol irregular de Tevez (só trio de arbitragem não viu Tevez a frente), mas diante da Alemanha desmoronou. Derrota por sonoros 4 a 0, fora o baile. Me parece um erro a manutenção de Maradona no cargo de treinador. Na minha opinião, trabalho muito parecido com o de Dunga;
- NIGÉRIA: Não foi o time que assustou em outras edições do Mundial. Mesmo mantendo a base do time medalha de prata na Olimpíada de Pequim, perdeu para a Argentina na estréia e para Grécia no segundo jogo (jogou quase 70 minutos com 10 jogadores). Acordou para o Mundial tarde demais, na última partida, em empate por 2 a 2 contra os sul-coreanos. Destaque para o goleio Eneyama, que fechou o gol na estréia.
- CORÉIA DO SUL: Sempre foram saco de pancada. Um dos times que me surpreendeu nesse Mundial. Com um futebol rápido e muita disciplina tática, venceram os gregos e dificultaram o jogos para os argentinos em alguns momentos. Com empate frente a Nigéria classificou para as oitavas de final e enfrentaram o Uruguai. Erraram demais. Falta um grande finalizador, um matador mesmo. Eliminados de cabeça erguida;
- GRÉCIA: uma das equipes que mais decepcionou. A maior característica, a forte defesa, esteve mal durante todo o torneio. Apesar da vitória contra a Nigéria, não foi pareo para coreanos.
GRUPO C:
- INGLATERRA: Maior decepção do Mundial. Time muito badalado, com Gerard e Lampard no meio campo e Rooney no ataque. Mas nenhum deles realmente esteve no torneio. Sofreu com contusões pré-copa, mas mesmo assim, faltou futebol. Empate na estréia contra os EUA, com direito a frangaço do goleiro Green. Depois empate sem gols com a Argélia em jogo horroroso e classificação para as oitavas depois de vitória frente aos eslovenos. No mata-mata viu os alemães jogar. Teve um gol não validado de Lampard, mas mesmo com o gol, não demonstraram futebol para parar os germanos. É muito dinheiro para um treinador que não conseguiu resultado algum.
- EUA: Outro time que tenta deixar de ser pequeno. Me agradou demais também. Muito bem distribuído taticamente, tem jogadores de qualidade. sentiu falta de finalizador. Empate na estréia contra a Inglaterra, empate com a Eslovênia (teve gol legal anulado) e vitória contra a Argélia aos 48 do 2º tempo que garantiu 1ª colocação no grupo. Nas oitavas, em jogo contra Gana, perderam na prorrogação porque faltou pernas. Os americanos começaram todos os jogos perdendo e precisaram correr atrás do resultado. Tanto que definiram as partidas frente Eslovênia e Argélia nos minutos finais. Isso fez com o desgaste fosse muito maior. Excelente técnico. Boa participação.
- ARGÉLIA: Time muito fraco, um dos piores do torneio. Só se defenderam e quando tentaram atacar demonstraram baixo nível técnico. Roubando frase de algum comentarista de TV, que agora não me lembro, o Egito, seleção eliminada pelos argelinos, certamente faria melhor papel. Derrota na estréia contra Eslovênia (jogo candidato a um dos piores da Copa), empate contra o English Team e derrota frente aos americanos.
- ESLOVÊNIA: Time muito fraco também. Arriscaram um chute conta argelinos e venceram a partida. Com a ajuda da arbitragem, empataram com os americanos e entraram na última rodada com a 1ª colocação e precisando apenas empatar contra os ingleses. A Rússia, eliminada pelos eslovenos, certamente faria melhor papel.
Não concordo com aqueles que disseram, durante a Copa, que esse poderia ser considerado o Mundial das zebras. Muito pelo contrário... A única zebra mesmo foi a Inglaterra, caindo nas oitavas e talvez Paraguai nas quartas. Antes que alguém pergunte, não considero o Uruguai zebra. Jogaram um excelente torneio, tiveram caminho facilitado pelas más campanhas de França e Inglaterra mas mereceram chegar as semifinais.
Vamos fazer uma retrospectiva rápida:
GRUPO A:
- ÁFRICA DO SUL: país anfitrião, não tinha time para ir mais longe. Surpreendeu na estréia a boa seleção mexicana, mas sucumbiu diante do Uruguai e mesmo com a vitória da desmantelada França acabou eliminada;
- MÉXICO: seleção que mais treinou antes do Mundial, tinha pretensões de ir mais longe. Sentiu a estréia contra os anfitriões, conseguindo apenas o empate, mas venceu com autoridade a França em jogo que expôs o "balaio de gatos" que os le bleus se encontravam. No jogo decisivo perdeu dos uruguaios, ficaram em 2ºlugar no grupo e reservaram passagem de volta para casa depois do confronto contra os argentinos nas oitavas;
- URUGUAI: Jogou uma partida de cada vez: não perdeu para França, matou o jogo contra os bafana-bafana no momento certo e venceu o México para fugir da Argentina. Jogou o necessário para vencer a Coréia do Sul nas oitavas, passou nos penaltis por Gana em jogo histórico, com defesa no último minuto e derrotas contra Holanda e Alemanha, onde tinha o pior time mas tentou o resultado positivo até o fim. Destaque para Forlan, eleito o melhor jogador da Copa, Luiz Suarez e Diego Lugano. Surpreendeu;
- FRANÇA: chegou desacreditada, principalmente depois do escandalo envolvendo 4 jogadores da seleção. O treinador foi muito questionado pela imprensa, torcedores e jogadores, culminando com o episódio da dispensa do atacante Anelka. Em campo, nada mostrou. Empate em jogo feio contra uruguaios, derrota contra México e África do Sul. Muito para mudar nos próximos 4 anos.
GRUPO B:
- ARGENTINA: Desembarcou na África do Sul entre as favoritas ao título. A cada jogo aumentavam as chances, com o ataque melhorando e Messi se soltando, apesar do fraco desempenho do sistema defensivo. Dentro de um grupo dos mais fracos, passou por Nigéria, Coréia do Sul e Grécia (nesse jogo com uma equipe mista) sem maiores dificuldades. Contra o México, passava sufoco quando abriu o placar em gol irregular de Tevez (só trio de arbitragem não viu Tevez a frente), mas diante da Alemanha desmoronou. Derrota por sonoros 4 a 0, fora o baile. Me parece um erro a manutenção de Maradona no cargo de treinador. Na minha opinião, trabalho muito parecido com o de Dunga;
- NIGÉRIA: Não foi o time que assustou em outras edições do Mundial. Mesmo mantendo a base do time medalha de prata na Olimpíada de Pequim, perdeu para a Argentina na estréia e para Grécia no segundo jogo (jogou quase 70 minutos com 10 jogadores). Acordou para o Mundial tarde demais, na última partida, em empate por 2 a 2 contra os sul-coreanos. Destaque para o goleio Eneyama, que fechou o gol na estréia.
- CORÉIA DO SUL: Sempre foram saco de pancada. Um dos times que me surpreendeu nesse Mundial. Com um futebol rápido e muita disciplina tática, venceram os gregos e dificultaram o jogos para os argentinos em alguns momentos. Com empate frente a Nigéria classificou para as oitavas de final e enfrentaram o Uruguai. Erraram demais. Falta um grande finalizador, um matador mesmo. Eliminados de cabeça erguida;
- GRÉCIA: uma das equipes que mais decepcionou. A maior característica, a forte defesa, esteve mal durante todo o torneio. Apesar da vitória contra a Nigéria, não foi pareo para coreanos.
GRUPO C:
- INGLATERRA: Maior decepção do Mundial. Time muito badalado, com Gerard e Lampard no meio campo e Rooney no ataque. Mas nenhum deles realmente esteve no torneio. Sofreu com contusões pré-copa, mas mesmo assim, faltou futebol. Empate na estréia contra os EUA, com direito a frangaço do goleiro Green. Depois empate sem gols com a Argélia em jogo horroroso e classificação para as oitavas depois de vitória frente aos eslovenos. No mata-mata viu os alemães jogar. Teve um gol não validado de Lampard, mas mesmo com o gol, não demonstraram futebol para parar os germanos. É muito dinheiro para um treinador que não conseguiu resultado algum.
- EUA: Outro time que tenta deixar de ser pequeno. Me agradou demais também. Muito bem distribuído taticamente, tem jogadores de qualidade. sentiu falta de finalizador. Empate na estréia contra a Inglaterra, empate com a Eslovênia (teve gol legal anulado) e vitória contra a Argélia aos 48 do 2º tempo que garantiu 1ª colocação no grupo. Nas oitavas, em jogo contra Gana, perderam na prorrogação porque faltou pernas. Os americanos começaram todos os jogos perdendo e precisaram correr atrás do resultado. Tanto que definiram as partidas frente Eslovênia e Argélia nos minutos finais. Isso fez com o desgaste fosse muito maior. Excelente técnico. Boa participação.
- ARGÉLIA: Time muito fraco, um dos piores do torneio. Só se defenderam e quando tentaram atacar demonstraram baixo nível técnico. Roubando frase de algum comentarista de TV, que agora não me lembro, o Egito, seleção eliminada pelos argelinos, certamente faria melhor papel. Derrota na estréia contra Eslovênia (jogo candidato a um dos piores da Copa), empate contra o English Team e derrota frente aos americanos.
- ESLOVÊNIA: Time muito fraco também. Arriscaram um chute conta argelinos e venceram a partida. Com a ajuda da arbitragem, empataram com os americanos e entraram na última rodada com a 1ª colocação e precisando apenas empatar contra os ingleses. A Rússia, eliminada pelos eslovenos, certamente faria melhor papel.
domingo, 11 de julho de 2010
Holanda 0 x 1 Espanha

Um novo campeão mundial foi conhecido no último domingo. A Fúria espantou a fala de amarelona e enfim conquistou a primeira Copa do Mundo de sua história. Em um jogo muito duro, com várias jogadas ríspidas, poucas chances de gol e 120 minutos de partida.
Seguindo todos as previsões feitas antes da partida, foi o jogo da disciplina tática holandesa contra o toque de bola espanhol. E como aconteceu em outros jogos, os holandeses "desceram a bota", bateram demais. De Jong e Van Bommel param todas as jogadas com faltas, geralmente desleais. Tanto que De Jong deveria ter sido expulso ainda no primeiro tempo, depois de dar uma voadora em disputa de bola contra espanhol. Os "laranjas" não conseguiam jogar. Sneider era muito bem marcado por Busquets e com o meia holandês fora do jogo, Robben também não aparecia. Mesmo porque a Holanda só defendia. Jogou com a mesma escalação do início da Copa, contando com Robben que estreou apenas na 3ª rodada, um 4-2-3-1 que facilmente mudava para 4-3-3 dependendo do jogo. Mas na partida final o atacante Kuyt, por exemplo, abdicou de atacar, só defendeu. Van Persie, isolado no ataque, pouco fez.
Já os espanhóis jogaram no mesmo 4-2-3-1, mas com uma postura muito mais ofensiva. Os volantes Busquets e Xabi Alonso, os meias Xavi, Iniesta e Pedro (apesar de atacante, fez durante toda a Copa o lado, hora esquerdo hora direito, da linha de 3 meias espanhóis) e Villa na frente. E essa formação, além do entrosamento, com 4 dos 5 jogadores do meia atuando no Barcelona, é rápido, técnica e muito habilidosa. Na base do toque de bola, às vezes muito horizontais mas mesmo assim muito envolventes, tentavam furar o bloqueio holandês. Mas era difícil. A Holanda fechava todos os espaços. Tanto que a Espanha teve 3 chances na primeira etapa. Uma com Villa e duas com o lateral Sergio Ramos, chegando de surpresa na área. Mas foi só. De resto só pancadaria, com a Holanda batendo e a Espanha revidando na mesma moeda.
No segundo tempo o jogo melhorou. Nas duas únicas aparições de Sneider na partida, dois excelentes lançamentos para Robben, que mostrou porque Chelsea e Real Madrid não fizeram tanta questão de segurá-lo em seus elencos. Mas para não cometer injustiça, duas belas intervenções de Casillas. A Espanha partia para o abafa. Os laterais Sergio Ramos e Capdevilla começavam a apoiar com mais intensidade e Vicente Del Bosque mexeu muito bem no time. Tirou Pedro e colocou Jesus Navas, que atua como um ponta direita das antigas. Venceu algumas vezes o duelo com Van Bronckhorst. e tirou Xabi Alonso e colocou Fábregas. E o jogador do Arsenal jogou demais. Sangue novo, teve 2 oportunidades de gol e deu o passe para Iniesta, o grande jogador da partida, fazer o gol do título na prorrogação. Um jogo que começou extremamente equilibrado e terminou como um passeio. A Espanha dominou a Holanda. Provou em campo o que se fala a 4 anos. São a melhor seleção de futebol do planeta!!!
Gol
Espanha: Iniesta, aos 11min do 2º tempo da prorrogação
Esquema Tático da Holanda
4-2-3-1
Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid); Van Bommel e De Jong (Van der Vaart); Robben, Sneijder e Kuyt (Elia); Van Persie. Técnico: Bert van Marwijk
Esquema Tático da Espanha
4-2-3-1
Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Cadpevila; Busquets e Xabi Alonso (Fàbregas); Pedro (Jesús Navas), Xavi e Iniesta; David Villa (Fernando Torres). Técnico: Vicente del Bosque
Cartões amarelos
Holanda: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Robben, Van der Wiel e Mathijsen
Espanha: Puyol, Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta e Xavi
Cartão vermelho
Holanda: Heitinga
Árbitro
Howard Webb (ING)
Local
Estádio Soccer City, Johannesburgo
Público
84.490
Nova previsão do Polvo Paul
Ele já sabia!!
Novamente o Polvo Paul acerta mais uma previsão, mantendo assim 100% de aproveitamento nessa copa do mundo e se consagrando como único protagonista da Copa do Mundo de 2010 a atingir este incrível feito.
Parabéns Paul!!!
Após a vitória da Espanha, Paul, muito emocionado, faz nova previsão, dessa vez sobre seu próprio futuro profissional.

Parabéns Espanha!!! E até a próxima Copa do Mundo, Paul!! (ou não...)
Novamente o Polvo Paul acerta mais uma previsão, mantendo assim 100% de aproveitamento nessa copa do mundo e se consagrando como único protagonista da Copa do Mundo de 2010 a atingir este incrível feito.
Parabéns Paul!!!
Após a vitória da Espanha, Paul, muito emocionado, faz nova previsão, dessa vez sobre seu próprio futuro profissional.

Parabéns Espanha!!! E até a próxima Copa do Mundo, Paul!! (ou não...)
sábado, 10 de julho de 2010
Uruguai 2 x 3 Alemanha

Gols
Uruguai: Cavani, aos 27min do 1º tempo, e Forlán, aos 5min do 2º tempo
Alemanha: Müller, aos 18min do 1º tempo; Jansen, aos 10min, e Khedira, aos 36min do 2º tempo
Esquema Tático do Uruguai
4-4-2
Muslera; Fucile, Lugano, Godín e Cáceres; Maxi Pereira, Diego Pérez (Gargano), Arévalo e Cavani (Loco Abreu); Suárez e Forlán. Técnico: Oscar Tabárez
Esquema Tático da Alemanha
4-2-3-1
Butt; Boateng, Mertesacker, Friedrich e Aogo; Khedira e Schweinsteiger; Müller, Özil (Tasci) e Jansen (Kroos); Cacau (Kiessling). Técnico: Joachim Löw
Cartões amarelos
Uruguai: Diego Pérez
Alemanha: Aogo, Cacau e Friedrich
Árbitro
Benito Archundia (MEX)
Local
Estádio Nelson Mandela Bay, Port Elizabeth
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Alemanha 0 x 1 Espanha

Gol
Espanha: Puyol, aos 27min do 2º tempo
Esquema Tático da Alemanha
4-2-3-1
Neuer; Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng (Jansen); Khedira (Mario Gómez) e Schweinsteiger; Trochowski (Kroos), Özil e Podolski; Klose. Técnico: Joachim Löw
Esquema Tático da Espanha
4-2-3-1
Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets e Xabi Alonso (Marchena); Iniesta, Xavi e Pedro (David Silva); David Villa (Fernando Torres). Técnico: Vicente del Bosque
Árbitro
Viktor Kassai (HUN)
Local
Estádio Moses Mabhida, Durban
terça-feira, 6 de julho de 2010
Uruguai 2 x 3 Holanda

Gols
Uruguai: Forlán, aos 40min do 1º tempo, e Maxi Pereira, aos 46min do 2º tempo
Holanda: Van Bronckhorst, aos 17min do 1º tempo; Sneijder aos 25min, e Robben, aos 28min do 2º tempo
Esquema Tático do Uruguai
4-4-2
Muslera; Maxi Pereira, Victorino, Godín e Cáceres; Diego Pérez, Arévalo, Gargano e Álvaro Pereira (Loco Abreu); Cavani e Forlán (Sebastián Fernández). Técnico: Oscar Tabárez
Esquema Tático da Holanda
4-2-3-1
Stekelenburg; Boulahrouz, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; Van Bommel e De Zeeuw (Van der Vaart); Robben (Elia), Sneijder e Kuyt; Van Persie. Técnico: Bert van Marwijk
Cartões amarelos
Uruguai: Maxi Pereira e Cáceres
Holanda: Sneijder, Boulahrouz e Van Bommel
Árbitro
Ravshan Irmatov (UZB)
Local
Estádio Green Point, Cidade do Cabo
sábado, 3 de julho de 2010
Espanha 1 x 0 Paraguai
Dessa vez Espanha e Paraguai pela disputa da última vaga na semi-final da copa de 2010.
Espanha buscando , pela primeira vez na história, seu lugar entre as 4 melhores seleções do mundo, e Paraguai, impulsionado pelo mundo, buscando a verdadeira faceta da musa Larissa Riquelme.
Graças a Espanha, em todo seu egoísmo, o mundo chora.
Pelo começo do jogo já arriscava dizer que a Fúria, novamente, estava prestes a "espanhar". Fruto talvez da famosa maldição das quartas-de-final. Paraguai, uma seleção que aparentemente não causava nenhum perigo, mostrou que de frajuto só os produtos que impulsionam sua economia. O mesmo não pode ser dito a respeito do árbitro, mais um que vai pra casa pra nunca mais voltar.
O esquema de jogo armado por Gerardo Martini anulou o jogo da Espanha, onde podemos ver nitidamente a grande dificuldade na troca de passes e prosseguimento as jogadas.
Infelizmente mais um jogo recheado de erros de arbitragem, prejudicando a nudez da paraguaia, digo, fluidez dos paraguaios, por um impedimento inexistente em seu primeiro gol. Todavia, um pênalti marcado corretamente, após a tentativa de desmembramento de Piqué em cima do Cardozo, e desperdiçado pelo Paraguai.
A seguir um novo pênalti marcado, dessa vez para Espanha. Após a cobrança convertida e invalidada pelo juiz, devido a invasão na grande área, que também ocorreu na cobrança do pênalti a favor Paraguai, porém validada. Em nova cobrança, dessa vez desperdiçada, novo pênalti (dessa vez existente e não marcado) e o jogo continua no zero a zero, porém agora com uma nova cara. Espanha melhorou progressivamente e finalmente alcançou o gol, apesar da trave discordar, por 3 vezes seguidas em 2 chutes.
O Paraguai acabou se abrindo dando mais oportunidades para Espanha mostrar seu verdadeiro e prometido estilo de jogo, o que até agora não vimos nessa copa. Entretanto o jogo terminou com 1 para a Espanha e 0 para o Paraguai. Uma atuação memorável do Paraguai que, apesar de todas suas limitações, buscou o jogo e bateu de frente com a não tão furiosa Espanha.
Agora com as semi-finais decididas e sem o perigo de vermos Maradona como veio ao mundo, nos resta esperar:
* Por quem Mick Jagger torcerá?
* Quem será a próximo personalidade a prometer um ensaio nu?
* Mick Jagger posará nu?

A cada etapa da copa do mundo a emoção fica maior e estou ansioso para ver Uruguai VS Holanda e Alemanha VS Espanha.
Espanha buscando , pela primeira vez na história, seu lugar entre as 4 melhores seleções do mundo, e Paraguai, impulsionado pelo mundo, buscando a verdadeira faceta da musa Larissa Riquelme.
Graças a Espanha, em todo seu egoísmo, o mundo chora.
Pelo começo do jogo já arriscava dizer que a Fúria, novamente, estava prestes a "espanhar". Fruto talvez da famosa maldição das quartas-de-final. Paraguai, uma seleção que aparentemente não causava nenhum perigo, mostrou que de frajuto só os produtos que impulsionam sua economia. O mesmo não pode ser dito a respeito do árbitro, mais um que vai pra casa pra nunca mais voltar.
O esquema de jogo armado por Gerardo Martini anulou o jogo da Espanha, onde podemos ver nitidamente a grande dificuldade na troca de passes e prosseguimento as jogadas.
Infelizmente mais um jogo recheado de erros de arbitragem, prejudicando a nudez da paraguaia, digo, fluidez dos paraguaios, por um impedimento inexistente em seu primeiro gol. Todavia, um pênalti marcado corretamente, após a tentativa de desmembramento de Piqué em cima do Cardozo, e desperdiçado pelo Paraguai.
A seguir um novo pênalti marcado, dessa vez para Espanha. Após a cobrança convertida e invalidada pelo juiz, devido a invasão na grande área, que também ocorreu na cobrança do pênalti a favor Paraguai, porém validada. Em nova cobrança, dessa vez desperdiçada, novo pênalti (dessa vez existente e não marcado) e o jogo continua no zero a zero, porém agora com uma nova cara. Espanha melhorou progressivamente e finalmente alcançou o gol, apesar da trave discordar, por 3 vezes seguidas em 2 chutes.
O Paraguai acabou se abrindo dando mais oportunidades para Espanha mostrar seu verdadeiro e prometido estilo de jogo, o que até agora não vimos nessa copa. Entretanto o jogo terminou com 1 para a Espanha e 0 para o Paraguai. Uma atuação memorável do Paraguai que, apesar de todas suas limitações, buscou o jogo e bateu de frente com a não tão furiosa Espanha.
Agora com as semi-finais decididas e sem o perigo de vermos Maradona como veio ao mundo, nos resta esperar:
* Por quem Mick Jagger torcerá?
* Quem será a próximo personalidade a prometer um ensaio nu?
* Mick Jagger posará nu?

A cada etapa da copa do mundo a emoção fica maior e estou ansioso para ver Uruguai VS Holanda e Alemanha VS Espanha.
Argentina 0 x 4 Alemanha

Quem diria antes da Copa do Mundo que a Argentina seria eliminada pela Alemanha por um placar elástico como esse. Ouso dizer que nem mesmo antes da partida alemão nenhum chegou a imaginar um 4 a 0. Um confronto que tinha tudo para ser muito equilibrado acabou sendo uma aula de futebol, tendo os germânicos como professores e não só a Argentina mas o Mundo todo como alunos. Tentarei, mais uma vez, falar apenas da partida. Se temos muito que falar sobre as opções de Dunga pelo lado brasileiro, temos muito que falar de Maradona também. Mas deixemos as cornetadas para depois.
E o jogo mal começou e a Alemanha abriu o placar. Pelo lado fraco da defesa argentina, setor direito, Otamendi cometeu falta. Na cobrança de Schweinsteiger, Muller com um leve desvio abriu o placar. E pela primeira vez no Mundial, a Argentina tinha que correr atrás do prejuízo. Os hermanos começaram o jogo num 4-4-2, a la Luxemburgo, com os 4 meias formando um losango, com Mascherano como volante, Maxi Rodriguez pela direita, Di Maria pela esquerda e Messi no meio, mas com liberdade para se juntar aos atacantes Tevez e Higuain. Só que o esquema tático não é o forte desse time da Argentina, quem dirá de Maradona. Di Maria é um meia-atacante que tem dificuldade em marcar e fechar espaços. Maxi Rodriguez é um ala, funciona melhor em esquemas com linhas de 4. Logo o meio campo argentino, territorialmente, estava mal ocupado. Logo, muito espaço para os volantes alemães. Khedira e Schweinsteiger tiveram muita liberdade para tocar a bola e diversas vezes apareceram livres entre os zagueiros argentinos. Messi e Tevez tentaram voltar para buscar o jogo. A Argentina até teve algumas oportunidades. Em certo momento Maradona mudou o posicionamento dos jogadores. Inverteu Maxi Rodriguez com Di Maria. Boateng é um lateral bem pior que Lahm, que até então anulava o ex-jogador do Benfica. Mas ao fim do primeiro tempo todos tiveram a mesma impressão: 1 a 0 foi pouco para Alemanha.
No segundo tempo o técnico Low adotou a mesma postura adotada na partida contra a Inglaterra: recuou a marcação da equipe, que se encolhia inteira no seu campo de defesa. Fecharam todos os espaços. E na volta do intervalo os argentinos já não tinham mais desenho tático. Era na base da vontade. Só que para vencer essa Alemanha é preciso muito mais que vontade. Numa saída errada da Argentina, Podolski foi ao fundo e cruzou rasteiro para Klose fazer o segundo, Friedrich fez o terceiro após cruzamento na área e Klose fechou o placar depois de bela jogada de Ozil. Fácil, assim mesmo. Foi pouco para falar a verdade, tamanha foi a superioridade alemã. Maradona tentou mexer no time, mas a Alemanha dominou completamente os hermanos. Meus palpites estão furados até aqui, apostava numa final entre Brasil e Argentina, mas acredito que hoje a favorita ao título é a Alemanha.
É impressionante o futebol que esse time joga. Vão sentir muita falta de Muller na semifinal, mas ninguém até aqui jogou tão bem quanto eles. E Klose, a um gol de se tornar o maior artilheiro da história das copas, gosta desse torneio como poucos.
Gols
Alemanha: Müller, aos 3min do primeiro tempo; Klose, aos 23min do segundo tempo; Friedrich, aos 29min do segundo tempo; e Klose, aos 44min do segundo tempo
Esquema Tático da Argentina
4-1-3-2
Romero; Otamendi (Pastore), Demichelis, Burdisso e Heinze; Mascherano; Maxi Rodríguez, Messi e Di María (Agüero); Tevez e Higuaín. Técnico: Diego Maradona
Esquema Tático da Alemanha
4-2-3-1
Neuer; Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng (Jansen); Khedira e Schweinsteiger; Müller (Trochowski), Özil e Podolski; Klose.Técnico: Joachim Löw
Cartões amarelos
Argentina: Otamendi e Mascherano
Alemanha: Müller
Árbitro
Ravshan Irmatov (Uzbequistão)
Local
Estádio Green Point, na Cidade do Cabo
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Uruguai 1 (4) x (2) 1 Gana

Está difícil escrever. Não sei por onde começar. Um jogo espetacular, de várias histórias, vários pontos de vista e um final. Que é por onde começo. Vai ter estomâgo assim na África do Sul, Loco Abreu. Cavadinha no último penalti é demais!
Foi demais. E eu que achava que o jogo seria sem graça. Cheguei a falar isso diversas vezes. O Uruguai me decepcionou contra a Coréia do Sul. Fez um a zero e se encolheu. Gana também não me agradara. Esperava um futebol mais envolvente, com menos força. Mas que jogo!
Os africanos chegaram a Copa desacreditados, em função da perda de seu melhor jogador, Michael Essien, que contundido ficou de fora da Copa. Não encantaram na primeira fase. Se mostraram incansáveis nas oitavas e hoje foi mais um dia de superação. Entraram em campo sem o destaque da equipe nesse Mundial, Andre Ayew, filho de Abedi Pelé, suspenso por dois cartões amarelos, que deu lugar a Muntari, brigado com o técnico e fora do time titular nas 4 partidas anteriores, mas que num belo chute de fora da área abriu o marcador para Gana. Placar de certa maneira injusto. O Uruguai esteve melhor nos minutos iniciais. Os ganeses equilibraram no decorrer da partida.
E a história continuou no segundo tempo. A Celeste fez prevalecer a superioridade e empatou o jogo em cobrança de falta de Forlan. Junto com Suarez, grandes destaques desse Uruguai que entra para história. O jogo era bom, franco. Muito contrário a previsão feita por mim de jogo burocrático, fruto do confronto de dois times pragmáticos. Me enganei. Vieram para o jogo e ambas as equipes criaram chances para vencer. Mas o empate no tempo normal foi justo. Prorrogação!
Minha impressão é que o primeiro tempo foi dos uruguaios e o segundo dos ganeses. Que preparo dos africanos. Gana pressionou demais o Uruguai no final do jogo. E na última bola da partida, bate-e-rebate na área. Por três vezes a bola foi tirada em cima da linha. Muslera, o goleiro, com a mão. Depois Suarez, atacante, duas vezes: uma com os pés e a segunda com a mão. Expulsão e penalti. Desolado, Suarez sai de campo sabendo que fez o que deveria. Mesmo porque instantes depois Gyan chuta a bola no travessão e o jogo vai para a disputa de penaltis.
Depois de tudo o que aconteceu, o Uruguai entrou no desempate com vantagem. E Loco Abreu, com requintes de crueldade, manda Gana de volta para casa.
Gols
Uruguai: Forlán, aos 9min do 2º tempo
Gana: Muntari, aos 46min do 1º tempo
Esquema Tático do Uruguai
4-4-2
Muslera; Maxi Pereira, Lugano (Scotti), Victorino e Fucile; Álvaro Fernández (Lodeiro), Diego Pérez, Arévalo e Cavani (Abreu); Forlán e Suárez. Técnico: Oscar Tabárez
Esquema Tático de Gana
4-1-4-1
Kingson; Paintsil, Vorsah, Mensah e Sarpei; Annan; Inkoom (Appiah), Asamoah, Kevin-Prince Boateng e Muntari (Adiyiah); Gyan. Técnico: Milovan Rajevac
Cartões amarelos
Uruguai: Fucile, Arévalo e Diego Pérez
Gana: Paintsil, Sarpei e Mensah
Cartão vermelho
Uruguai: Suárez
Árbitro
Olegário Benquerença (POR)
Local
Estádio Soccer City, Johannesburgo
Holanda 2 x 1 Brasil
Acabou o sonho do hexa! O Brasil foi derrotado pela seleção da Holanda. Tentarei aqui analisar apenas o que aconteceu no jogo, sem achar culpados nem fazer uma retrospectiva dos últimos quatro anos. Esse tipo de análise faremos depois, mesmo porque o Brasil foi eliminado, mas a Copa continua...
O jogo começou como qualquer brasileiro sonhava. O Brasil muito bem postado em campo, abrindo o placar logo no início da partida com conclusão de Robinho logo após belo lançamento de Felipe Melo. A Holanda não conseguia manter a posse de bola. Robben tinha Michel Bastos na marcação e Juan e Felipe Melo na sobra. Sneider seguido de perto por Gilberto Silva. Com a bola no pé, tivemos um excelente primeiro tempo de Daniel Alves, na minha opinião, melhor atleta pelos lados do Brasil. Tive a impressão que Robinho e Kaká tiveram suas posições invertidas novamente (Em breve publicarei aqui os mapas de calor cedidos pela FIFA para comprovar essa tese do meu amigo André Quaresma.) Mas o time vinha bem, parecia que o jogo estava nas nossas mãos. Perdemos chances claras com Juan e Kaká. E a máxima do futebol voltou a tona. Quem não faz toma.
Na volta do segundo tempo, a seleção voltou dispersa. Felipe Melo que o diga. Em toque de calcanhar errado do meia da Juventus, a Holanda criou a primeira chance. Em falta dura de Michel Bastos em Robben (detalhe: Michel poderia tranquilamente ter sido expulso), Sneijder centrou a bola para área e em lambança de Julio Cesar e Felipe Melo, os "laranjas" empataram. E o Brasil se perdeu em campo. Não tinhamos posse de bola. A impressão que tenho é que a superioridade no primeiro tempo aconteceu devido a liberdade que Daniel Alves tinha. Na etapa complementar, Daniel foi anulado por De Jong. Maicon foi bem marcado o jogo inteiro por Kuyt. E com chutões para frente fica muito difícil se jogar. Quando Kuyt escorou no primeiro pau o escanteio e Sneijder, mal marcado por Felipe Melo, sozinho, completou para gol ficou a impressão que já era. E já foi mesmo. A expulsão de Felipe Melo, depois de pisão covarde em Robben, foi merecida e contribuiu para derrocada brasileira. O desespero e nervosismo dos comandados de Dunga era evidente. Nem pareciam ser um time tão experiente.
Que fique claro: a Holanda mereceu vencer. Fez um segundo tempo irrepreensível. Confrontos equilibrados igual a este são vencidos no detalhe. Alguns detalhes decidiram este.
Gols
Holanda: Felipe Melo (contra) aos 8min e Sneijder aos 23min do 2º tempo
Brasil: Robinho, aos 10min do 1º tempo
Esquema Tático da Holanda
4-2-3-1
Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Ooijer e Van Bronckhorst; Van Bommel e De Jong; Robben, Sneijder e Kuyt; Van Persie (Huntelaar)
Técnico: Bert van Marwijk
Esquema Tático do Brasil
4-2-3-1
Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos (Gilberto); Gilberto Silva e Felipe Melo; Daniel Alves, Kaká e Robinho; Luís Fabiano (Nilmar)
Técnico: Dunga
Cartões amarelos
Holanda: Heitinga, Van der Wiel, Ooijer e De Jong
Brasil: Michel Bastos
Cartão vermelho
Brasil: Felipe Melo
Árbitro
Yuichi Nishimura (Japão)
Local
Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth
Espanha 1 x 0 Portugal

Gol
Espanha: David Villa, aos 18min do 2º tempo
Esquema Tático da Espanha
4-2-3-1
Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets e Xabi Alonso (Marchena); Iniesta, Xavi e David Villa (Pedro); Fernando Torres (Llorente). Técnico: Vicente del Bosque
Esquema Tático de Portugal
4-3-3
Eduardo; Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fábio Coentrão; Pepe (Pedro Mendes), Tiago e Raul Meireles; Simão (Liédson), Hugo Almeida (Danny) e Cristiano Ronaldo. Técnico: Carlos Queiroz
Cartões amarelos
Espanha: Xabi Alonso
Portugal: Tiago
Cartão vermelho
Portugal: Ricardo Costa
Árbitro
Héctor Baldassi (ARG)
Local
Estádio Green Point, Cidade do Cabo
Paraguai 0 (5) x (3) 0 Japão

Disputa por pênaltis:
Paraguai: Barreto (gol), Barrios (gol), Riveros (gol), Valdez (gol) e Cardozo (gol)
Japão: Endo (gol), Hasebe (gol), Komano (trave) e Honda (gol)
Esquema Tático do Paraguai
4-3-3
Villar; Bonet, Paulo da Silva, Alcaraz e Morel Rodríguez; Ortigoza (Barreto); Vera e Riveros; Benítez (Valdez), Santa Cruz (Cardozo) e Barrios
Técnico: Gerardo Martino
Esquema Tático do Japão
4-1-4-1
Kawashima; Komano, Nakazawa, Tanaka e Nagatomo; Hasebe; Matsui (Okazaki), Abe (Kengo Nakamura), Endo e Okubo (Tamada); Honda
Técnico: Takeshi Okada
Cartões amarelos
Paraguai: Riveros
Japão: Matsui, Honda, Endo e Nagatomo
Árbitro
Frank De Bleeckere (Bélgica)
Local
Loftus Versfeld, em Pretória
Brasil 3 x 0 Chile

Gols
Brasil: Juan, aos 34min, Luís Fabiano, aos 38min do 1º tempo e Robinho, aos 14min do 2º tempo
Esquema Tático do Brasil
4-3-1-1
Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva; Daniel Alves e Ramires; Kaká (Kléberson); Robinho (Gilberto) e Luís Fabiano (Nilmar)
Técnico: Dunga
Esquema Tático do Chile
4-2-3-1
Bravo; Isla (Millar), Fuentes, Contreras (Tello) e Vidal; Carmona e Carmona; Alexis Sánchez, Beausejour e Mark González (Valdívia); Suazo
Técnico: Marcelo Bielsa
Cartões amarelos
Brasil: Kaká e Ramires
Chile: Vidal, Millar e Fuentes
Árbitro
Howard Webb (Inglaterra)
Local
Ellis Park Stadium, em Johannesburgo
Holanda 2 x 1 Eslováquia

Gols
Holanda: Robben, aos 18min do 1º tempo, e Sneijder, aos 38min do 2º tempo
Eslováquia: Vittek, aos 49min do 2º tempo
Esquema Tático da Holanda
4-2-3-1
Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; De Jong e Van Bommel; Robben (Elia), Sneijder (Afellay) e Kuyt; Van Persie (Huntelaar)
Técnico: Bert van Marwijk
Esquema Tático da Eslováquia
4-2-3-1
Mucha; Pekarik, Skrtel, Durica e Zabavnik (Kopunek); Kucka e Hamsik (Sapara); Stoch, Weiss e Jendrisek (Kopunek); Vittek
Técnico: Vladimir Weiss
Cartões amarelos
Holanda: Robben e Stekelenburg
Eslováquia: Skrtel, Kucka e Kopunek
Árbitro
Alberto Undiano (Espanha)
Local
Moses Mabida Stadium, em Durban
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