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domingo, 11 de julho de 2010

Holanda 0 x 1 Espanha


Um novo campeão mundial foi conhecido no último domingo. A Fúria espantou a fala de amarelona e enfim conquistou a primeira Copa do Mundo de sua história. Em um jogo muito duro, com várias jogadas ríspidas, poucas chances de gol e 120 minutos de partida.
Seguindo todos as previsões feitas antes da partida, foi o jogo da disciplina tática holandesa contra o toque de bola espanhol. E como aconteceu em outros jogos, os holandeses "desceram a bota", bateram demais. De Jong e Van Bommel param todas as jogadas com faltas, geralmente desleais. Tanto que De Jong deveria ter sido expulso ainda no primeiro tempo, depois de dar uma voadora em disputa de bola contra espanhol. Os "laranjas" não conseguiam jogar. Sneider era muito bem marcado por Busquets e com o meia holandês fora do jogo, Robben também não aparecia. Mesmo porque a Holanda só defendia. Jogou com a mesma escalação do início da Copa, contando com Robben que estreou apenas na 3ª rodada, um 4-2-3-1 que facilmente mudava para 4-3-3 dependendo do jogo. Mas na partida final o atacante Kuyt, por exemplo, abdicou de atacar, só defendeu. Van Persie, isolado no ataque, pouco fez.
Já os espanhóis jogaram no mesmo 4-2-3-1, mas com uma postura muito mais ofensiva. Os volantes Busquets e Xabi Alonso, os meias Xavi, Iniesta e Pedro (apesar de atacante, fez durante toda a Copa o lado, hora esquerdo hora direito, da linha de 3 meias espanhóis) e Villa na frente. E essa formação, além do entrosamento, com 4 dos 5 jogadores do meia atuando no Barcelona, é rápido, técnica e muito habilidosa. Na base do toque de bola, às vezes muito horizontais mas mesmo assim muito envolventes, tentavam furar o bloqueio holandês. Mas era difícil. A Holanda fechava todos os espaços. Tanto que a Espanha teve 3 chances na primeira etapa. Uma com Villa e duas com o lateral Sergio Ramos, chegando de surpresa na área. Mas foi só. De resto só pancadaria, com a Holanda batendo e a Espanha revidando na mesma moeda.
No segundo tempo o jogo melhorou. Nas duas únicas aparições de Sneider na partida, dois excelentes lançamentos para Robben, que mostrou porque Chelsea e Real Madrid não fizeram tanta questão de segurá-lo em seus elencos. Mas para não cometer injustiça, duas belas intervenções de Casillas. A Espanha partia para o abafa. Os laterais Sergio Ramos e Capdevilla começavam a apoiar com mais intensidade e Vicente Del Bosque mexeu muito bem no time. Tirou Pedro e colocou Jesus Navas, que atua como um ponta direita das antigas. Venceu algumas vezes o duelo com Van Bronckhorst. e tirou Xabi Alonso e colocou Fábregas. E o jogador do Arsenal jogou demais. Sangue novo, teve 2 oportunidades de gol e deu o passe para Iniesta, o grande jogador da partida, fazer o gol do título na prorrogação. Um jogo que começou extremamente equilibrado e terminou como um passeio. A Espanha dominou a Holanda. Provou em campo o que se fala a 4 anos. São a melhor seleção de futebol do planeta!!!

Gol
Espanha: Iniesta, aos 11min do 2º tempo da prorrogação

Esquema Tático da Holanda
4-2-3-1
Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid); Van Bommel e De Jong (Van der Vaart); Robben, Sneijder e Kuyt (Elia); Van Persie. Técnico: Bert van Marwijk

Esquema Tático da Espanha
4-2-3-1
Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Cadpevila; Busquets e Xabi Alonso (Fàbregas); Pedro (Jesús Navas), Xavi e Iniesta; David Villa (Fernando Torres). Técnico: Vicente del Bosque

Cartões amarelos
Holanda: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Robben, Van der Wiel e Mathijsen
Espanha: Puyol, Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta e Xavi

Cartão vermelho
Holanda: Heitinga

Árbitro
Howard Webb (ING)

Local
Estádio Soccer City, Johannesburgo

Público
84.490

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